A bancada do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) no parlamento federal alemão (Bundestag) decidiu, na terça-feira, excluir o deputado Jan Wenzel Schmidt dos seus quadros. Cerca de 80 por cento dos deputados presentes votaram a favor desta medida durante a reunião da bancada. A liderança da bancada, composta por Alice Weidel e Tino Chrupalla, tinha solicitado a exclusão, justificando-a com 'comportamento prejudicial à bancada'.
A razão para esta decisão são meses de discussões internas, especialmente na direção regional do partido no estado da Saxônia-Anhalt. Schmidt, que era Secretário-Geral nessa direção regional, acusou publicamente colegas do partido de 'nepotismo' e falou numa 'comunidade de pilhagem'. Ele criticou a contratação de familiares de outros deputados, o que é chamado de 'emprego cruzado'.
Ao mesmo tempo, Schmidt enfrentou ele próprio sérias acusações. A direção regional acusa-o, entre outras coisas, de usar o seu mandato para interesses comerciais privados e de irregularidades nas contratações de funcionários. Um processo para excluir o político de 34 anos do partido já está em curso. Schmidt considerou a expulsão da bancada como errada e afirmou que apenas estava a agir contra as irregularidades.
Com esta exclusão, a bancada do AfD no parlamento federal fica reduzida a 150 membros. Schmidt perde assim os seus direitos parlamentares dentro da bancada, mas mantém o seu mandato como deputado sem filiação a um grupo parlamentar.